Artigo de Pesquisa Autor: Peter Shepard | Data: 14 de novembro de 2025
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O private equity tem sido uma classe de ativos atraente para investidores institucionais, devido ao desempenho histórico extraordinário, a um possível prêmio de liquidez e à oportunidade de assumir grandes níveis de risco ativo para explorar a habilidade do gestor.
Existem visões concorrentes sobre o papel do private equity em um portfólio multiativos, o que leva a quatro questões centrais para entender esta classe de ativos no contexto do risco total do plano e da alocação de ativos:
- Qual é a magnitude do efeito de diversificação do private equity?
- O desempenho do private equity se deve a um prêmio de liquidez e à habilidade do gestor, ou a um beta elevado?
- Qual é a oportunidade de risco ativo em private equity versus ações públicas?
- Obtemos respostas diferentes ao examinar o private equity global versus o doméstico?
O artigo aponta que duas abordagens comuns para entender o private equity — uma baseada em avaliações internas do private equity e outra em substitutos (proxies) de títulos negociados publicamente — podem levar a conclusões erradas.
O Modelo Fatorial de Private Equity da MSCI
Para enfrentar esses desafios, o modelo da MSCI é uma suíte de modelos e recursos que inclui:
- Metodologia Bayesiana de Desalisamento (Desmoothing): Fornece estimativas de risco robustas usando técnicas de “small data” (dados limitados) para reunir conjuntos de dados escassos.
- Incorporação de Dados Proprietários: Avalia o forte componente de “puro privado” dos retornos de private equity.
- Uso Consistente de Modelos: Utiliza modelos de ações públicas e de renda fixa para capturar características fundamentais do private equity, oferecendo uma visão consistente de risco em ativos públicos e privados.
- Cobertura Abrangente: Abrange 46 países globalmente e 17 segmentos de private equity.
Desempenho
Os retornos cumulativos de ações públicas e privadas (líquidos de taxas) mostram um desempenho superior notável do private equity.
- Curto Prazo: As avaliações suavizadas do private equity podem sugerir risco baixo, e o atraso nos retornos leva a baixas correlações contemporâneas com ações públicas, no horizonte trimestral.
- Longo Prazo: Esses “artefatos” desaparecem em um horizonte mais longo, onde um risco grande e altas correlações se tornam aparentes.
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