Os mercados de carbono voluntários têm fragilidades que precisam ser equacionadas
A multinacional britânica Easy Jet, uma das gigantes companhias aéreas de baixo custo, causou surpresa há poucos dias ao anunciar que deixará de compensar emissões de gases-estufa produzidas nos voos e partirá para ações de corte direto. O CEO Johan Lundgren disse que a empresa tem roteiro minucioso para chegar a 2050 no famoso net-zero. No meio do caminho, em 2035, cortará em 35% as emissões de CO2 por passageiro por quilômetro. Ao detalhar a estratégia, o executivo sueco citou parceria com a Rolls-Royce para desenvolver tecnologia de motores de combustão a hidrogênio, renovação de frota, práticas operacionais mais eficientes, modernização do espaço aéreo, combustível sustentável e tecnologia de remoção de carbono – algumas inovações que ainda não saltaram das pranchetas para a vida real. O futuro dirá se vai dar certo. O que surpreendeu foi a decisão da Easy Jet de desistir de compensar emissões investindo em projetos florestais de conservação e recebendo créditos de carbono em troca. Não se sabe bem o porquê.
Para ler o artigo na íntegra
Descubra mais sobre Diretoria de Investimentos
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
