Com meta de R$ 1 bi, investimentos se concentrarão nas áreas de transição energética, soluções baseadas na natureza e descarbonização de processos industriais
Continuar lendo Riza e Fama criam fundo para descarbonizaçãoCategoria: Gestão de Recursos
Seminário da ABRAPP destaca FIAGROs como vetor de diversificação responsável nas EFPCs
A ABRAPP realizou, em 2 de outubro, o seminário “FIAGROs e Diversificação das Carteiras das EFPCs – Regulação, Tributação e Oportunidades em Infraestrutura & Agro”, reunindo gestores, reguladores e parlamentares para discutir o papel dos fundos do agronegócio nas políticas de investimento das entidades fechadas de previdência complementar.
Continuar lendo Seminário da ABRAPP destaca FIAGROs como vetor de diversificação responsável nas EFPCsA linguagem do Copom e os sinais do fim do ciclo de alta

Desde a criação do Comitê de Política Monetária (Copom), no final da década de 1990, os comunicados e atas passaram a ser instrumentos fundamentais não apenas para divulgar as decisões de política monetária, mas também para orientar as expectativas do mercado. Muito além de informar se a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida ou alterada, esses documentos carregam nuances de tom, sintaxe e vocabulário que servem como guia para agentes econômicos e analistas.
Ao longo de mais de duas décadas, a comunicação evoluiu: no início dos anos 2000, o Copom se limitava a registrar decisões de forma concisa; já na década de 2010, ganhou sofisticação, incorporando projeções de inflação, balanço de riscos e menções mais diretas ao cenário fiscal e internacional. Esse amadurecimento culminou no papel central que os comunicados exerceram durante a pandemia e no ciclo de aperto monetário subsequente.
Continuar lendo A linguagem do Copom e os sinais do fim do ciclo de altaBlackRock perde €14,5 bilhões de AuM

A decisão do fundo de pensão holandês PFZW de retirar um mandato de €14,5 bilhões da BlackRock tornam algumas mudanças inescapáveis, evidenciando que uma pauta saiu do marketing e foi parar na cabine de votação das assembleias. Ao reorganizar sua carteira, o PFZW deixou explícito que RETORNO, RISCO e SUSTENTABILIDADE pesam o mesmo — e que a coerência entre política e voto é condição de permanência do gestor. O que de forma lógica indica que no cenário atual de mercado, para donos de ativos, o debate sobre ESG deveria deixar de girar em torno de quem “faz” ou “não faz” e passar a tratar de como se faz — e, principalmente, em quem se confia para executar.
Continuar lendo BlackRock perde €14,5 bilhões de AuMIncentivos: quando a solução vira problema
Um dos livros mais instigantes para quem gosta de entender o comportamento humano sob a lente da economia é o Freakonomics, de Steven Levitt e Stephen Dubner. A obra parte de uma premissa simples e poderosa: os incentivos são a base de praticamente todas as escolhas humanas. O professor que cola a resposta para que sua turma tenha melhor desempenho no teste padronizado, o caçador de ratos na Índia que, remunerado por cada cauda entregue, começa a criar ratos para depois matá-los e lucrar, ou ainda a polícia que, pressionada por estatísticas de criminalidade, “maquia” números em vez de combater o problema real. Todos esses casos revelam o mesmo padrão: quando o incentivo é mal desenhado, ele leva a comportamentos inesperados — e muitas vezes contrários ao objetivo inicial.
Esse fenômeno é chamado de incentivo perverso ou incentivo errado. Ele nasce quando uma política pública, um desenho regulatório ou mesmo uma prática empresarial cria motivações que parecem eficientes no papel, mas que, na prática, distorcem a realidade e acabam gerando resultados nocivos.
Continuar lendo Incentivos: quando a solução vira problemaCarta do gestor FUNCEF
Carta de Gestão de Investimentos 001 – 1º semestre de 2025
A iniciativa da FUNCEF de publicar sua Carta do Gestor é um marco importante na comunicação com participantes e no alinhamento com práticas de mercado. Essa transparência, já consolidada entre gestores de recursos terceirizados, é pouco comum em fundos de pensão e reforça a credibilidade da entidade.
Parabéns ao time da FUNCEF pela iniciativa, que contribui para maior confiança e acompanhamento técnico por parte dos investidores institucionais.
Continuar lendo Carta do gestor FUNCEFSchroders encerra operação no Brasil e sela acordo com Riza e Gama para assumirem fundos
Decisão resultou de revisão estratégica após Richard Oldfield assumir o posto de executivo-chefe (CEO) do grupo
Continuar lendo Schroders encerra operação no Brasil e sela acordo com Riza e Gama para assumirem fundosComplexidade e Incerteza: Como o Caos Ilumina a Gestão de Investimentos em Fundos de Pensão
A emergência da teoria do caos na década de 1960, com os trabalhos de Edward Lorenz sobre meteorologia, trouxe um choque epistemológico: mesmo sistemas determinísticos podem apresentar comportamentos imprevisíveis, sensíveis a condições iniciais mínimas (Lorenz, 1963). Posteriormente, Mitchell Feigenbaum demonstrou que tais sistemas possuem regularidades ocultas, como a razão universal de bifurcações (δ≈4,6692) (Feigenbaum, 1978).
Esse debate dialoga de forma fértil com a gestão previdenciária. As EFPC operam em horizontes de 30 a 50 anos, baseando-se em projeções atuariais e financeiras que partem de premissas determinísticas. Contudo, a realidade econômica é permeada por choques imprevisíveis e mudanças estruturais. Edgar Morin (1990) lembra que a complexidade é justamente a articulação de ordem e desordem, estabilidade e instabilidade. No campo econômico, Hyman Minsky (1986) mostra como períodos de estabilidade financeira geram, paradoxalmente, comportamentos que desestabilizam o sistema.
BID estuda lançar fundo na COP30 e mira novo leilão do EcoInvest
Banco prevê lançar o “Colabora”, um fundo de equity climático, em que diferentes atores aportem capital para multiplicar recursos para a agenda climática. Montante a ser alocado ainda será discutido
Continuar lendo BID estuda lançar fundo na COP30 e mira novo leilão do EcoInvestRentabilidade elevada, mas baixa alocação: a contradição nos investimentos estruturados e internacionais das EFPCs
Os dados do Estudo Comparativo de Desempenho – Julho de 2025, elaborado pela Aditus Consultoria Financeira, revelam um aspecto recorrente no portfólio das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs): as classes de investimentos com os melhores desempenhos são justamente aquelas que concentram a menor parcela dos recursos alocados. Em particular, destacam-se os investimentos no exterior e os fundos estruturados, que apresentaram as maiores medianas de rentabilidade no acumulado do ano e em 12 meses.
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