“Compliance não é jurídico — é estratégico.”

Em tempos em que a palavra “compliance” virou item obrigatório em apresentações corporativas e relatórios ESG, é fácil perder de vista o que ela realmente significa.
Por isso, decidi iniciar uma série de publicações com um objetivo simples: desmistificar o compliance e mostrar, com exemplos reais e linguagem direta, por que ele precisa deixar de ser protocolo e passar a ser pilar estratégico.

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Incentivos: quando a solução vira problema

Um dos livros mais instigantes para quem gosta de entender o comportamento humano sob a lente da economia é o Freakonomics, de Steven Levitt e Stephen Dubner. A obra parte de uma premissa simples e poderosa: os incentivos são a base de praticamente todas as escolhas humanas. O professor que cola a resposta para que sua turma tenha melhor desempenho no teste padronizado, o caçador de ratos na Índia que, remunerado por cada cauda entregue, começa a criar ratos para depois matá-los e lucrar, ou ainda a polícia que, pressionada por estatísticas de criminalidade, “maquia” números em vez de combater o problema real. Todos esses casos revelam o mesmo padrão: quando o incentivo é mal desenhado, ele leva a comportamentos inesperados — e muitas vezes contrários ao objetivo inicial.

Esse fenômeno é chamado de incentivo perverso ou incentivo errado. Ele nasce quando uma política pública, um desenho regulatório ou mesmo uma prática empresarial cria motivações que parecem eficientes no papel, mas que, na prática, distorcem a realidade e acabam gerando resultados nocivos.

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“Compliance não é cosmético. É preciso ser ‘chata’ — e com razão.”

Hoje o mercado amanheceu com a notícia da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga esquemas bilionários de fraude envolvendo combustíveis, fundos de investimento e estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro com ramificações em fintechs, gestoras e até carteiras institucionais.

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PREVIC propõe novas regras para investimentos sustentáveis dos fundos de pensão

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) iniciou um importante movimento para tornar os investimentos dos fundos de pensão mais alinhados com critérios ambientais, sociais e de governança – os chamados critérios ASG. A proposta faz parte de uma nova regulamentação que pretende mudar a forma como os investimentos são avaliados: em vez de considerar apenas risco e retorno, passa-se a olhar também para o impacto.

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PREVIC realiza escuta ativa com setor para construir normas de investimentos com critérios ASG

Objetivo é permitir transparência e construção participativa de normativos que atendam às diretrizes previstas na Resolução CMN 5202/2025

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Nova proposta da PREVIC mira fim do “apagão das canetas”

Durante o 45º Congresso da Abrapp, a PREVIC apresentou sua proposta de atualização do decreto sancionador vigente desde 2003. A iniciativa busca alinhar a atuação da autarquia à supervisão baseada em riscos e dar resposta a desafios como o “apagão das canetas”, que afeta a governança dos fundos de pensão.

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Risco pode diminuir com maior diversificação, diz PREVIC sobre Resolução CMN

Autarquia apresentou as principais mudanças durante transmissão pela rede social Youtube

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Previc quer debêntures, agro e carbono nos fundos de pensão

Para Ricardo Pena, está fora de cogitação ampliar fatia de cripto e ativos externos

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